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Tocar Ao Vivo em Maracanã!
Era uma vez... Uma banda desconhecida
procurou um proprietário de uma casa de
shows para ser contratada para fazer uma
apresentação. O empresário escutou o demo da
banda, achou a música boa e concordou que a
banda poderia tocar em um certo dia.
O empresário, espertamente, ofereceu à banda
duas opções:
Na primeira opção, 300 ingressos seriam
confeccionados e vendidos para a banda pela
casa de show. A banda, por sua vez, venderia
estes ingressos para seu público e
promoveria o show para que mais público
aparecesse para assistir seu show. Era
interesse da banda, vender para recuperar o
investimento inicial da compra dos
ingressos, se não, ela ficaria com prejuízo.
A segunda opção oferecida era um contrato
que seria assinado entre as partes onde a
banda estaria obrigada a trazer um número
mínimo de pagantes para a casa de show. Se o
público presente fosse abaixo do número
estipulado no contrato, a banda precisaria
pagar à casa o custo dos ingressos não
vendidos.
Por exemplo, se o número mínimo fosse de 200
pessoas e apenas 150 pessoas aparecessem
para assistir, a banda deveria pagar à casa
o valor dos cinqüenta ingressos não
vendidos.
Agora, você pode está pensando: “Puxa, que
roubo! Precisa pagar para tocar? Nunca!”.
Mas, pare aí! Qualquer banda quer um cachê
para se apresentar num show. Mas uma banda
desconhecida ainda não tem seu lugar no
Mercado. O empresário está medindo o tamanho
do mercado da banda pelo número de ingressos
que ela é capaz de vender para seu show.
Se o empresário em nossa história fosse
procurar o Skank, ele teria a certeza de que
lotaria a casa, então poderia investir num
cachê para a banda. Ele sabe que o Skank tem
muitos fãs leais e que estes fãs apareceriam
para assistir o show, que para o empresário
significaria vendas de ingressos e consumo
elevado na sua casa.
Uma banda nova não oferece esta mesma
garantia para o empresário. Então, ela mesma
tem o dever de arcar com o risco envolvido
no evento. Normalmente, as bandas terminam
“apanhando” (no bolso) em suas primeiras
apresentações, simplesmente porque não
conseguem chamar a atenção do público e o
investimento fica sendo maior do que o
retorno.
É simplesmente isso! Música é um negócio e
deve ser tratado como tal. Um produto (a
música e a banda) precisa ser comprovado
antes que qualquer um queira investir nele.
Então entenda: Você precisa começar
“pequeno”. Você precisa trabalhar para
aumentar sua base de fãs. Uma vez que você
tem esta base, você pode fechar bons
negócios com nosso amigo empresário da nossa
história.
Para começar sua base de fãs, comece com uma
base de fãs em seu bairro, e gradualmente
abra seu espaço para sua cidade e cidades
vizinhas. Só comece uma próxima etapa após
consolidar a etapa anterior. Seu caminho é
um caminho longo e, se feito da maneira
certa, com paciência, você chegará lá.
Uma vez que você tiver seu espaço no mercado
musical, os empresários procurarão você, até
para tocar na Maracanã!
Sucesso.
Steve Allen
Steve
Allen Steve Allen é consultor e produtor
musical. Autor
de "Marketing na Música – Estratégias de
Sucesso", "Gerenciamento Pessoal na
Industria Musical" e "Street Teams – Aumente
a Sua Base de Fãs"
http://www.marketingyourmusic.net/indexbr.htm
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