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Vender a Sua Música na Internet é um Bom
Negócio?
Gerd Leonhard é diretor de Berklee Music,
nos Estados Unidos. Ele acredita que a
indústria da música e a indústria
fonográfica mudarão radicalmente nos
próximos anos. Ele acredita que a nova mídia
eliminará as empresas tradicionais da
indústria fonográfica.
Mesmo que eu concorde que no futuro a forma
de distribuir e vender a música para o
usuário final sofrerá mudanças, acho que
músicos ficarão mais anônimos em vez de ser
nomes conhecidos, e sofrerão financeiramente
em longo prazo.
Se os músicos desconfiados acham que as
empresas gravadoras já estão ganhando em
cima dos seus trabalhos, eles devem esperar
para a idade da internet!
As empresas gravadoras continuarão gravando
e vendendo produtos físicos e no mesmo tempo
terão seus produtos disponíveis na internet,
oferecendo os mesmos em versão física e
também produtos com a mesma qualidade em
formato digital, MP3, Ogg Vorbis e qualquer
outro tipo de arquivo de música a ser
inventado. Nesta maneira elas captarão ambos
os mercados, físico e digital. É claro que
elas precisarão ajustar suas operações
reduzindo o quadro de funcionários
empregados na distribuição dos produtos
físicos.
Empresas não gravadoras hoje (CD Baby
http://www.cdbaby.com, Trama Virtual
http://tramavirtual.uol.com.br/
etc.), armazenam músicas independentes em
seus servidores, prontas para serem
vendidas.
É claro que com uma plataforma do tamanho da
internet, e através de programas
especializados aumentará as possibilidades
para qualquer um gravar suas composições em
sua própria casa no seu computador e enviar
para a net.
Então seja rápido! Porque enquanto o número
de "músicos" está aumentando, o mercado
consumidor permanece no mesmo tamanho, ou,
no melhor das hipóteses está aumentando numa
velocidade inferior.
A internet chegará num momento de saturação
de mercado onde terá mais música (e muita de
qualidade ruim) de que o mercado possa
comportar.
Se o número de músicos aumenta, a
concorrência aumenta também, mas não para as
empresas vendedoras! Para cada música que
elas vendem, recebem uma porcentagem da
venda. Se ela vende a sua música ou a minha
música, para a empresa não é importante, sua
porcentagem está garantida.
Os músicos precisarão dividir o bolo em
fatias mais finas por causa simplesmente de
volume. Eles também serão menos importantes
para as empresas por causa do número
exagerado.
Quando o fornecimento aumenta, o preço cai e
dando a partida para um ciclo vicioso.
Imagine se fosse colocados todos os CD´s
gravados de todos os tempos em apenas uma
loja de discos na rua principal da sua
cidade.
Pense na confusão você procurar uma boa
música dentro de um gênero musical, tantas
músicas, tantos nomes e, na maioria de baixa
qualidade.
Você escutará todos os discos na loja? Você
terá tempo suficiente para fazer isto?
Um exemplo que pode mostrar isto bem é
quando você faz uma busca no Google. Quantas
páginas resultam em resposta da sua busca?
Milhões.
Quantas páginas você visitará? Imagino duas
ou três, ou até achar a informação
específica que estava procurando. Quantas
páginas você ignora?
Claro que a internet facilitará o acesso em
termos de entrega de uma compra feita
on-line, mas a música terá de competir com
bilhões de outras dentro do seu nicho, sem
falar do mainstream!
Acredito que para manter seu posicionamento
no mercado, as principais gravadoras
precisarão oferecer nada menos de que
excelente qualidade na produção da música
digital como seu diferencial e,
paralelamente, fazer os seus artistas mais
acessíveis fisicamente para o público para
reforçar o brand (nome do artista).
No mundo dos discos físicos um artista
venceria uma área física do mercado (Europa,
Estados Unidos etc.) e depois, procuraria
outros mercados secundários (aqueles que
rendam menos) através do marketing da sua
gravadora multinacional.
As gravadoras precisam agir com mais rapidez
porque o mercado está em movimento constante
e está mudando conforme as ferramentas de
tecnologia como a internet.
No futuro com ainda mais movimento na
internet, o artista novo ficará mais
afastado do consumidor e será mais
responsabilizado na comunicação entre seu
produto e o usuário final (o ouvinte)
através de blogs, websites, foruns e
conference calling num mercado único -
global.
Será que este mundo novo reduzirá a
personalidade do artista? Será que com esta
nova mídia, os instrumentalistas ficarão
coisas do passado?
Será que o consumidor se comportará numa
maneira totalmente diferente de hoje?
É claro que com novos sistemas teremos
baixas. A história nos mostrou quem venceu
(e quem perdeu!) quando novos conceitos
entravam no mercado comercial. Lembra os
sistemas diferentes de vídeo (VHS e Beta
Max), cartuchos 8 track, DVD tamanho de um
LP? Empresas como Sinclair, Laker Airways,
AOL Brasil são coisas do passado quando
foram ousadas com novos conceitos para o
mercado.
Pessoalmente gostaria de pensar que o
ouvinte ainda gosta de assistir uma boa
apresentação musical com instrumentos reais
e no futuro o consumidor ainda gostará de
visitar a loja preferida da sua cidade para
adquirir um produto musical no formato de um
disco.
Sucesso.
Steve Allen
Steve
Allen Steve Allen é consultor e produtor
musical. Autor
de "Marketing na Música – Estratégias de
Sucesso", "Gerenciamento Pessoal na
Industria Musical" e "Street Teams – Aumente
a Sua Base de Fãs"
http://www.marketingyourmusic.net/indexbr.htm
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